terça-feira, 17 de maio de 2011

Muçulmanos deixam sete cristãos coptos feridos no Cairo

CAIRO, 15 Mai. 11 / 03:11 pm (ACI/Europa Press)

Ao menos sete coptos resultaram feridos em um novo enfrentamento entre muçulmanos e cristãos na capital do Egito, Cairo, segundo informaram vários meios nacionais.

Conforme estas fontes, um jovem muçulmano, depois de uma discussão com um grupo de manifestantes coptos às portas do edifício da televisão estatal, avisou a um grupo de amigos, que chegaram ao lugar e abriram fogo contra os cristãos ali concentrados.

Este fato provocou uma nova explosão de violência entre membros de ambas comunidades, deixando mais feridos, conforme informou a agência de notícias russa RIA Novosti. As relações entre coptos e muçulmanos tornou-se radical nas últimas semanas.

Horas antes registrou-se a explosão de um artefato perto da tumba de um importante muçulmano na península do Sinai, conforme informou a agência de notícias egípcia MENA. Não transcendeu mais informação sobre este fato.

Lição do Conselho Constitucional da França - Por Ives Gandra da Silva Martins

Ives Gandra da Silva Martins - O Estado de S.Paulo

Idêntica questão proposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a união entre pessoas do mesmo sexo foi apresentada ao Conselho Constitucional da França, que, naquele país, faz as vezes de Corte Constitucional.

Diversos países europeus, como Alemanha, Itália e Portugal, têm suas Cortes Constitucionais, à semelhança da França, não havendo no Brasil tribunais exclusivamente dedicados a dirimir questões constitucionais em tese, embora o Pretório Excelso exerça simultaneamente a função de Tribunal Supremo em controle difuso, a partir de questões pontuais de Direito Constitucional, e o controle concentrado, em que determina, erga omnes, a interpretação de dispositivo constitucional.

Pela Lei Maior brasileira, a Suprema Corte é a "guardiã da Constituição" - e não uma "Constituinte derivada" -, como o é também o Conselho Constitucional francês: apenas protetor da Lei Suprema.

Ora, em idêntica questão houve por bem o Conselho Constitucional declarar que a união entre dois homens e entre duas mulheres é diferente da união entre um homem e uma mulher, esta capaz de gerar filhos. De rigor, a diferença é também biológica, pois na união entre pessoas de sexos opostos a relação se faz com a utilização natural de sua constituição física preparada para o ato matrimonial e capaz de dar continuidade à espécie. Trata-se, à evidência, de relação diferente daquela das pessoas do mesmo sexo, incapazes, no seu contato físico, porque biologicamente desprovidas da complementaridade biológica, de criar descendentes.

A Corte Constitucional da França, em 27 de janeiro de 2011, ao examinar a proposta de equiparação da união homossexual à união natural de um homem e uma mulher, declarou que "o princípio segundo o qual o matrimônio é a união de um homem e de uma mulher fez com que o legislador, no exercício de sua competência, que lhe atribui o artigo 34 da Constituição, considerasse que a diferença de situação entre os casais do mesmo sexo e os casais compostos de um homem e uma mulher pode justificar uma diferença de tratamento quanto às regras do Direito de Família", entendendo, por consequência, que "não cabe ao Conselho Constitucional substituir, por sua apreciação, aquela de legislador para esta diferente situação". Entendendo que só o Poder Legislativo poderia fazer a equiparação, impossível por um tribunal judicial, considerou que "as disposições contestadas não são contrárias a qualquer direito ou liberdade que a Constituição garante".

Sem entrar no mérito de ser ou não natural a relação diferente entre um homem e uma mulher daquela entre pessoas do mesmo sexo, quero realçar um ponto que me parece relevante e não tem sido destacado pela imprensa, preocupada em aplaudir a "coragem" do Poder Judiciário de legislar no lugar do "Congresso Nacional", que se teria omitido em "aprovar" os projetos sobre a questão aqui tratada.

A questão que me preocupa é esse ativismo judicial, que leva a permitir que um tribunal eleito por uma só pessoa substitua o Congresso Nacional, eleito por 130 milhões de brasileiros, sob a alegação de que, além de Poder Judiciário, é também Poder Legislativo, sempre que considerar que o Legislativo deixou de cumprir as suas funções.

Uma democracia em que a tripartição de Poderes não se faça nítida, deixando de caber ao Legislativo legislar, ao Executivo executar e ao Judiciário julgar, corre o risco de se tornar ditadura, caso o Judiciário, dilacerando a Constituição, se atribua o poder de invadir as funções de outro. E, no caso do Brasil, nitidamente o constituinte não deu ao Judiciário tal função. Pois nas "ações diretas de inconstitucionalidade por omissão" impõe ao Judiciário, apesar de declarar a inércia constitucional do Congresso, intimá-lo, sem prazo e sem sanção para produzir a norma.

Ora, no caso em questão, a Suprema Corte incinerou o parágrafo 2.º do artigo 103, ao colocar sob sua égide um tipo de união não previsto na Constituição, como se Poder Legislativo fosse, deixando de ser "guardião" do Texto Supremo para se transformar em "constituinte derivado".

Se o Congresso Nacional tivesse coragem, poderia anular tal decisão, baseado no artigo 49, inciso XI, da Constituição federal, que lhe permite sustar qualquer invasão de seus poderes por outro Poder, contando até mesmo com a garantia das Forças Armadas (artigo 142, "caput") para se garantir nas funções usurpadas, se solicitar esse auxílio.

Num país em que os Poderes, todavia, são, de mais em mais, "politicamente corretos", atendendo ao clamor da imprensa - que não representa necessariamente o clamor do povo -, nem o Congresso terá coragem de sustar a invasão de seus poderes pelo STF nem o Supremo deixará, nesta sua nova visão de que é o principal Poder da República, de legislar e definir as ações do Executivo, sob a alegação de que oferta uma interpretação "conforme a Constituição". A meu ver, desconforme, no caso concreto, pois contraria os fundamentos que embasam a família (pais e filhos) como entidade familiar.

É uma pena que a lição da Corte Constitucional francesa de respeito às funções de cada Poder sirva para um país cujas Constituição e civilização - há de se reconhecer - estão anos-luz adiante das nossas, mas não encontre eco entre nós.

Concluo estas breves considerações de velho professor de Direito, mais idoso do que todos os magistrados na ativa no Brasil, inclusive os da Suprema Corte, lembrando que, quando os judeus foram governados por juízes, o povo pediu a Deus que lhes desse um rei, porque não suportavam mais ser pelos juízes tutelados (O Livro dos Juízes). E Deus lhes concedeu um rei.

PROFESSOR EMÉRITO DAS UNIVERSIDADES MACKENZIE, UNIP, UNIFIEO E UNIFMU, DO CIEE-SP, DA ECEME  E DA ESG, É PRESIDENTE DO CONSELHO SUPERIOR DE DIREITO DA FECOMÉRCIO (SP), FUNDADOR E PRESIDENTE HONORÁRIO DO CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (CEU) DO INSTITUTO INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS (IISC)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Jesus Cristo: Eis o Mestre! - Por Gabriel Viviani

Inda recordo as palavras do filósofo Olavo de Carvalho: Não somos nós que devemos interpretar a Bíblia, é a Bíblia que deve nos interpretar. Conclusão surpreendente! Há momentos na vida de qualquer ser humano – ser humano interessado na verdade, fique claro – em que a aparente confusão das coisas se transforma em clareza. Um segundo somente… O véu se desloca diante dos nossos olhos, e compreendemos o que, até então, era somente um grande mistério. Foi exatamente o que percebi ao escutá-lo.

Crer em Deus, na atualidade, não é assim tão simples. Às vezes entendo os ateus. Onde Ele se encontra? Não são apenas as guerras, a violência urbana, as catástrofes naturais ou a miséria testemunhando contra a existência do sentido sobrenatural. Não, é toda essa nossa cultura, o ambiente ao redor, o relacionamento entre as pessoas – até mesmo no interior das famílias – questionando os valores religiosos. Como Deus aceita conviver com os homens desta sociedade tão individualista? Como consegue observar, impassível, a deteriorização desta humanidade? Se Deus existe, e se é mesmo Deus, com certeza faria algo… Mas onde Deus se encontra?

Suponho que a experiência mais angustiante do ser humano moderno é o silêncio de Deus. Somos, de algum modo, os herdeiros de René Descartes e da revolução científica, e, dessa maneira, carregamos no bojo de nossa alma um número incalculável de questionamentos. Tudo queremos compreender! E, é claro, nós queremos saber também sobre Deus. Que ou quem é Deus? Por que não nos fala diretamente, como a Bíblia diz que Ele costumava conversar com seus profetas ou mesmo com o próprio Filho? Isso é, às vezes, muito irritante! E chegamos até a esquecer, de modo bem conveniente, que o silêncio de Deus fez parte, inclusive, da existência daquele seu Filho, Jesus Cristo: Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste? (Mt 27, 46).
A teologia tem lá alguma responsabilidade nesse fenômeno que o filósofo Martin Buber chamou de eclipse de Deus[1]. O termo teo-logia significa, ao menos teoricamente, ciência de Deus, e, portanto, o objeto da investigação teológica é – deveria ser – Deus. Parece simples, mas nem tanto. Seguindo esse conceito puro e tradicional, estudar a Bíblia teria como finalidade primordial conhecer as manifestações de Deus na história do povo hebreu e cristão, desde o Gênesis até o Apocalipse. E por que conhecer as manifestações de Deus? Porque, segundo Ele mesmo, sua Palavra (seu Verbo) nos oferece a salvação e, consequentemente, a eternidade. Mas o que acontece quando identificamos contradições na Bíblia – e acreditem, elas são encontradas ocasionalmente no livro sagrado? O problema incomodou certos teólogos na Idade Média, e Pedro Abelardo – o mesmo que se enamorou de Heloísa – dedicou grande parte da carreira refletindo sobre o assunto. Sua conclusão foi a seguinte: quando dois ou mais trechos da Bíblia parecem contraditórios, o que deve determinar a verdade é a razão. O místico cisterciense São Bernardo de Claraval incomodou-se bastante com a solução de Pedro Abelardo, conseguindo que suas teorias fossem condenadas no Concílio de Sens (1121).
Segundo São Bernardo, a autoridade suprema não era a razão, mas a fé naquele que é a própria Revelação. Por mais que se considere a racionalidade como dom divino, o conhecimento do Deus supremo, dentro da tradição judaico-cristã, sempre se alicerçara na fé: credo ut intelligam, ou seja, creio para compreender. Na visão conciliar, portanto, o que o teólogo Pedro Abelardo parecia estar sugerindo era justamente o contrário: compreender para crer.
Pois é, pobre Pedro Abelardo, condenado no Concílio... Condenado, só que suas teorias, ao invés de serem esquecidas, acabaram determinando a pesquisa teológica moderna.           
Os teólogos protestantes da escola liberal encarnam, nos tempos mais recentes, a mesma premissa: o primado da razão. Pedro Abelardo já recebeu a condenação do concílio, e, sendo assim, não creio ser necessário condená-lo novamente aqui. Mas ouso, ao menos, defendê-lo daquilo que se tornou o desenvolvimento histórico de suas ideias. São Bernardo de Claraval, suponho, certamente não via em Abelardo o tipo de inteligência maligna capaz de negar a existência de Deus ou a veracidade da Bíblia. De fato, Pedro Abelardo não havia imaginado nada semelhante. Sua intenção era apenas tornar a fé mais clara utilizando-se do raciocínio lógico. São Bernardo compreendeu, não obstante, que conquanto aquilo parecesse até positivo, dar o primado à razão significava proporcionar-lhe a chance de negar a validade da fé. Só os místicos, como o cisterciense, dispõe dessa mente visionária!
A utilização da crítica racional acabou estrapolando, e a teologia liberal chegou até mesmo a decretar a morte de Deus. Tudo nas Sagradas Escrituras nos parecia contestável então, da existência histórica dos Patriarcas aos milagres realizados por Jesus Cristo. Se a razão não podia comprovar a veracidade dos acontecimentos, então crer se tornava impossível. Jesus transformou-se num ser humano comum da Galiléia – concediam-lhe, no máximo, o status do rabino de sabedoria espantosa, só isso – e o contato com a realidade sobrenatural numa esperança duvidosa. Daí, é claro que os teólogos foram-se limitando ao âmbito puramente material, surgindo depois tendências que buscavam aproximar o cristianismo ao marxismo, até que finalmente a teologia converteu-se num instrumento de revolução social. 
Se você conhece um bocadinho do que foram as décadas recentes nas universidades católicas, compreende bem… Todos os ramos do conhecimento desenvolvidos na modernidade usados mais como instrumentos de negação da realidade sobrenatural do que como companheiros da fé. Psicologia, linguística, arqueologia, teoria literária, sociologia, economia, tudo se tornando o critério da verdade, em detrimento da leitura espiritual da Bíblia. Dizer isso não significa defender uma interpretação literal e fundamentalista das Sagradas Escrituras. Pesquisas realizadas nessas áreas podem ser muito importantes para o aprofundamente da nossa relação com Deus. Vide, como exemplo, os estudos de Joaquim Jeremias[2] a respeito dos termos em aramaico empregados por Jesus no relacionamento com Abba (o Pai)… Sua teologia é um verdadeiro marco que, mergulhando no universo da linguística, desvela-nos a intimidade do coração de Cristo.
O coração de Cristo… Qual o valor das exegeses, qual o objetivo dos doutorados se tanto conhecimento adquirido não me conduz à intimidade desse coração? Posso compreender perfeitamente a tradução de determinados termos bíblicos em grego ou latim, conhecer a fundo a sociedade judaica da época, tecer comentários sobre as similitudes entre as crenças egípcias e a teologia do povo de Moisés, mas se as informações não me tornarem próximo do Cristo real, do Cristo homem e Deus, então será somente poeira. Ele mesmo disse: Quanto a vós, não permitais que vos chamem ‘Rabi’, pois um só é o vosso Mestre (Mt 23, 8); e depois novamente avisa: Nem permitais que vos chamem ‘Guias’, pois um só é vosso Guia, Cristo (Mt 23, 10). Se a si mesmo se chama Mestre, a nós atribui o caráter de discípulos. Somos discípulos e, dessa maneira, é absolutamente necessário que nos transformemos em aprendizes do coração de Jesus. Temos sim que pisar as terras áridas descritas na Bíblia, sentar a seus pés como a multidão naquela montanha, escutá-lo atentamente, ver os milagres que todos os dias realiza, até que, na caminhada, mesmo aparemente esquecidos dentro da aglomeração, aconteça-nos percebê-lo olhando direto para nós. E o seu olhar… Seu olhar é como flecha iluminada atravessando nossa alma! Como a si mesmo se revelou, Ele nos revela também.
Tomar a Bíblia nas mãos é colocar-se no limiar desse caminho, é estar próximo de ser o discípulo. Claro, nesse momento há sempre de nos ocorrer o pensamento: mas são expectativas muito exigentes, e eu… eu que sou assim tão imperfeito… O estilo de vida e de pensamento dos tempos modernos quer-nos acreditando que o caminho proposto pelos evangelhos é impossível, humanamente falando, e que, mesmo sendo possível, os sacrifício demandados no decorrer do caminho entram em conflito com a sede de felicidade, natural a todos os seres humanos. Bem, é verdade que os sacrifícios eventualmente acontecerão, mas é absolutamente falacioso afirmar que só teremos sacrifícios e que seguir a Cristo é humanamente inalcançável. Se os ensinamentos de Jesus são bastante exigentes, também devemos observar que, em ocasiões diversas, nem mesmo os discípulos próximos a Ele conseguiram aprendê-los de primeira. Recordemos que o grupo escolhido por Cristo era composto por homens que duvidaram, abandonaram e  negaram. Se Jesus Cristo é Deus – e eu creio firmemente nisso – é complicado imaginar que Ele não conhecesse a fundo os discípulos. Sim, Ele estava ciente da fragilidade encontrada nos homens e, não obstante, escolheu-os. Seus ensinamentos exigem comprometimento, mas o Mestre é todo paciência com os que se comprometem.
Ser parte daquele grupo de amigos, da comunidade dos que Cristo ia arrebanhando – e tudo isso no gesto de abrir as páginas da Bíblia – é a grande oportunidade que temos de encontrar respostas. Pois se você se coloca verdadeiramente ali, entre o povo de Israel, e ergue sua voz com coragem, questionando “Que ou quem é Deus?”, decerto será respondido. E se ousar, pressionando-lhe sobre as maiores questões do nosso tempo, sobre as questões existenciais de sua própria alma, também então terá respostas. Pois Cristo de si afirmou: Sou o Mestre! Qual o mestre que, deparando-se com tantas dúvidas no coração dos discípulos, não esclarece tudo com sabedoria? Qual o Guia que não conduz à Verdade?
Jesus Cristo: eis o Mestre! Luz dos tempos e caminho da eternidade. Ser aprendiz do Filho de Deus é, portanto, conhecer e ser conhecido, como disse o filósofo.


[1] Martin Buber, Eclipse de Deus, Verus Editora, 2007.
[2] Joaquim Jeremias, Teologia do Novo Testamento, Hagnos, 2008.

Site do escritor Gabriel Viviani: http://www.gabrielviviani.com/

Cardeal Raymundo Damasceno é o novo presidente da CNBB .

O arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis foi eleito o novo presidente da CNBB. Com 196 votos, dom Damasceno foi eleito no segundo escrutínio. O cardeal de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer ficou em segundo lugar, com 75 votos.

No primeiro escrutínio, dom Damasceno havia obtido 161 votos contra 91 de dom Odilo. Por não ter alcançado 2/3 dos votos (182), houve a necessidade do segundo escrutínio. Dom Damasceno foi secretário da CNBB por dois mandatos consecutivos (1995-1998; 1999-2003).

Na primeira votação, também receberam votos o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta (14); o arcebispo de São Luís (MA), dom José Belisário da Silva; o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom walmor Oliveira de Azevedo; o bispo de Jundiaí (SP), dom Vicente Costa; o bispo da prelazia de São Felix (MT), dom Leonardo Steiner e o bispo de Cruz Alta (RS), dom Friederich Heimler, com um voto cada.

No segundo escrutínio, receberam votos o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta (4) e o bispo de Santo André, dom Nelson Westrupp (1).Amanhã as eleições continuam para vice-presidente e secretário. Eleitos os membros da Presidência, a Assembleia escolherá os 12 presidentes das Comissões Pastorais e o delegado da CNBB junto ao Conselho Episcopal da América Latina e Caribe (Celam).

 

Currículo de Dom Raymundo Damasceno Assis


Cardeal dom Raymundo Damasceno Assis é arcebispo de Aparecida (SP). Nasceu em 1937 na cidade mineira de Capela Nova (MG). Teve sua ordenação presbiteral em 1968, em Conselheiro Lafaiete (MG) e ordenação episcopal em 1986, em Brasília (DF).

Dom Raymundo estudou Filosofia no Seminário Maior de Mariana (MG) e Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Dom Raymundo Damasceno foi, antes do episcopado, professor no Seminário Maior e na Universidade de Brasília (UnB) de 1976 a 1986.

Foi bispo auxiliar de Brasília, vigário geral e vigário episcopal na arquidiocese de Brasília, professor do departamento de Filosofia da UnB, Secretário Geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), secretário geral da IV Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, em Santo Domingo, Secretário Geral da CNBB por dois mandatos, Delegado ao Sínodo Especial para a África, Sínodo sobre a vida religiosa, como convidado, Delegado à Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembleia da CNBB e confirmado pelo papa João Paulo II, membro do Pontifício Conselho para as Comunicações, membro do Departamento de Comunicação do CELAM, membro da Comissão para a Comunicação, Educação e Cultura da CNBB, Delegado do CELAM, Presidente do CELAM, membro da Pontifícia Comissão para a América Latina – CAL e sínodo para a África (2009).

Seu lema episcopal é: “In Gaudium domini” (Na Alegria do Senhor).

Começa o processo das eleições na CNBB

A Assembleia da CNBB começa, hoje, o processo de eleições para os cargos de presidente, vice-presidente, secretário geral e presidentes das Comissões Episcopais Pastorais da CNBB. Na segunda sessão da manhã, os 17 Regionais da CNBB se reúnem e farão levantamento de nomes para as várias funções. O primeiro escrutínio será no final da terceira sessão do dia, que começa às 15h40.

O presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da CNBB são eleitos em votações separadas. O eleito deve obter dois terços (2/3) dos votos no primeiro ou segundo escrutínios. Se houver terceiro e quarto escrutínio, basta a maioria absoluta dos votos. Se nem assim houver eleito, o quinto e último escrutínio se fará entre os dois candidatos mais votados no quarto escrutínio, conforme o Artigo 43 do Estatuto da CNBB.

Somente um bispo diocesano, isto é, aquele que está à frente de uma diocese, pode ser eleito presidente ou vice-presidente da CNBB.

Já os presidentes das 12 Comissões Pastorais são eleitos, um a um, em votações separadas, por maioria absoluta dos votos no primeiro e segundo escrutínio. Não havendo eleito nos dois primeiros escrutínios, o terceiro e último escrutínio é feito entre os dois candidatos mais votados no segundo escrutínio.

Fonte: Site CNBB

Cardeal retira licença de teólogo gay oposto à doutrina católica

COLÔNIA, 08 Mai. 11 / 12:36 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joachim Meisner, decidiu retirar a licença de ensino do teólogo gay David Berger, quem pública e reiteradamente expressou sua oposição à doutrina católica sobre a homossexualidade.

Em um recente comunicado publicado pela Arquidiocese sobre o caso, destaca-se que o Cardeal decidiu retirar a Berger a "missio canonica", quer dizer, a licença para ensinar religião católica em escolas.

O texto indica ademais que o Cardeal se "viu obrigado a dar este passo porque o Dr. Berger, através de suas publicações e pronunciamentos em meios de comunicação estabelece que não está de acordo com a doutrina e as normas morais e jurídicas da Igreja".

Com esta atitude, Berger de 43 anos de idade, "destruiu a essencial confiança para a missão de evangelizar e por isso o Bispo considera que não pode ser digno de crédito quanto à instrução religiosa da Igreja Católica. Por isso, o retiro da licença para ensinar a doutrina da Igreja é inevitável".

O Arcebispo tomou esta decisão apoiado no Código de Direito Canônico e nas demais normas complementares da Igreja.

Sobre David Berger, o jornal francês La Croix recorda que no ano 2010 foi separado pela Academia Pontifícia de Santo Tomás de Aquino devido a um artigo que publicou no jornal alemão Frankfurter Rundschau, no qual "deplorava uma atitude ‘limitada’ da Igreja para com os homossexuais".

Além disso, Berger escreveu o livro titulado Der heilige Schein (A Santa Aparição) "no que critica abertamente a doutrina da Igreja".

O ensinamento da Igreja sobre a Homossexualidade

O ensinamento católico em relação à homossexualidade está resumida em três artigos do Catecismo da Igreja Católica; 2357, 2358 e 2359. Nestes artigos a Igreja ensina que:

Os homossexuais "devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á, em relação a eles, qualquer sinal de discriminação injusta".

A homossexualidade, como tendência é "objetivamente desordenada", que "constitui para a maioria deles (os homossexuais) uma autêntica prova".

Apoiado na Sagrada Escritura "a Tradição declarou sempre que "os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados", "não procedem de uma verdadeira complementaridade afetiva e sexual" e portanto "não podem receber aprovação em nenhum caso".

"As pessoas homossexuais estão chamadas à castidade" e "mediante o apoio de uma amizade desinteressada, da oração e a graça sacramental, podem e devem aproximar-se gradual e resolutamente à perfeição cristã

Jamais ceder ao hedonismo ou ao materialismo no anúncio de Cristo com esperança, pede o Papa

Vaticano, 08 Mai. 11 / 06:22 pm (ACI/EWTN Noticias)

Na homilia da Missa que presidiu este domingo no Parque São Giuliano em Veneza (Itália), o Papa Bento XVI exortou a "não ceder jamais às recorrentes tentações da cultura hedonística e aos chamados do consumismo materialista" ante a imensa tarefa de anunciar com esperança a Cristo a todo mundo.

Em sua reflexão sobre o Evangelho dos discípulos de Emáus, o Santo Padre explicou que este episódio "mostra as conseqüências que Jesus ressuscitado realiza nos discípulos: conversão do desespero à esperança; conversão da tristeza à alegria; e também conversão à vida comunitária".

"Às vezes, quando se fala de conversão, pensa-se unicamente a seu aspecto fatigante, de desapego e de renúncia. Por outra parte, a conversão cristã é também, e sobre tudo, fonte de gozo, de esperança e de amor. Ela é sempre obra de Jesus ressuscitado, Senhor da vida, que nos obteve esta graça por meio de sua paixão e que nos comunica isso com a força de sua ressurreição".

Conforme informa a Rádio Vaticano, o Papa recordou que hoje como no passado, "também é necessário falar da esperança cristã ao homem moderno, oprimido, não raramente, pelos vastos e inquietantes problemas que colocam em crise os fundamentos de seu próprio ser e agir".

“E, no entanto, hoje esse ser de Cristo corre o risco de esvaziar-se da sua verdade e dos seus conteúdos mais profundos corre o risco de reduzir-se a um cristianismo no qual a experiência de fé em Jesus crucificado e ressuscitado não ilumina o caminho da existência, como ouvimos a propósito dos discípulos de Emaús, que após a crucifixão de Jesus, voltavam para casa imersos na dúvida, na tristeza e na desilusão", assinalou o Pontífice.

Ante o "problema do mal, da dor e do sofrimento, o problema da injustiça e do atropelo, o medo aos outros, aos estranhos e aos que de longe chegam até nossas terras e parecem atentar contra aquilo que somos" deve fazer que cada um se deixe "instruir por Jesus: acima de tudo escutando e amando a Palavra de Deus, lida no Mistério Pascal, para que inflame nosso coração e ilumine nossa mente, ajude-nos a interpretar os acontecimentos da vida e a dar-lhes um sentido".

"Logo é necessário sentar-se à mesa com o Senhor, converter-se em seus comensais, para que sua presença humilde no sacramento de seu Corpo e de seu Sangue nos restitua o olhar da fé, para olhar tudo e a todos com os olhos de Deus, e a luz de seu amor. Permanecer com Jesus que permaneceu conosco, assimilar seu estilo de vida entregue, escolher com ele a lógica da comunhão entre nós, da solidariedade e do compartilhar".

Depois de destacar que os discípulos de Emaús logo depois de reconhecer o Senhor sentem a necessidade de anunciá-lo e logo depois de alentar os esforços pela nova evangelização e o testemunho de Cristo que devem dar os católicos, o Papa advertiu sobre desafios que os povos tradicionalmente católicos enfrentam.

"Sei como foi e continua sendo grande o compromisso de vocês em defender os perenes valores da fé cristã. Encorajo-os a jamais cederem às costumeiras tentações da cultura hedonista e às evocações do consumismo materialista".

"Acolham o convite do apóstolo Pedro, contido na segunda leitura de hoje, a comportar-se ‘com temor durante o tempo de sua peregrinação’: convite que se concretiza em uma vida vivida intensamente nas ruas de nosso mundo, na consciência da meta a alcançar: a unidade com Deus, em Cristo crucificado e ressuscitado".

O Papa ressaltou que "nossa fé e nossa esperança estão dirigidas a Deus: dirigidas a Deus porque radicadas nele, fundadas sobre seu amor e sobre sua fidelidade. Nos séculos passados, suas Igrejas conheceram uma rica tradição de santidade e de generoso serviço aos irmãos graças à obra de vigorosos sacerdotes, religiosos e religiosas de vida ativa e contemplativa".

Depois de alentar a prosseguir os esforços de solidariedade para com os imigrantes, o Papa recordou os testemunhos de diversos Santos venezianos como São Pio X e o Beato João XXIII.

"Estes luminosos testemunhos do Evangelho são a maior riqueza de seu território: sigam seus exemplos e seus ensinamentos, conjugando-as com as exigências atuais. Tenham confiança: o Senhor ressuscitado caminha convosco ontem hoje e sempre", concluiu